domingo, 14 de setembro de 2014
Nas entrelinhas, o porquê
Olhe em meus olhos
Imagine o que eu sinto
Todas as tentativas, eu garanto,
Serão em vão.
Tudo o que desenvolverá
Em sua mente fértil
Será mera ilação do real.
Talvez seja algo romantizado ou dramático
Ou, quem sabe, exacerbadamente simplista
Como tratar a alma e bilhões de segundos de vida
Em poucas palavras, poucas reflexões?
Tento ver em seus olhos a dor que você sofrera
Em seus devaneios, anseios, desejos
Imagino cada centímetro de sua pele
Angustiada, triste, (des)animada por algo.
Mas, ainda assim, não encontro a resposta.
Chego a descrer da existência dela.
Mas nada traria maior prazer aos crentes e imperadores
E nada mais me levaria à loucura, do que o simples crer.
Não creio.
Creio.
Não creio.
Não se trata disso.
A pergunta das entrelinhas é:
Por quê?
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Thalita Cardoso
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